Nós e nossa boca grande

Nós, e nossa boca grande!

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Google Imagens: Site Infor Gospel

Ouvir fofoca, espalhar fofoca e ser vítima de fofoca, são lados diferentes de um mesmo triângulo que entristece o Senhor.

Normalmente quando contamos uma fofoca tentamos nos justificar com frases dessa maneira: Precisamos de qualquer maneira orar por fulano ou sicrano, ele tem o seguinte grave problema…”. Mas no coração o sentimento é diverso.

Muitas vezes nossas conversas contínuas com amigos, parentes, colegas…. estão cheia de julgamentos, boatos e “ouvi dizer”, escondidos cuidadosamente atrás de um sorriso cristão.

Viver em comunidade é muito difícil, e as relações se tornam insustentáveis quando estão cheias de “disse me disse” e fofocas. Muitas pessoas acabam afastando-se da Igreja por causa disto. Quantos novos convertidos estão sendo escandalizados por causa de fofocas dentro da Igreja!!!

Mas, não deveria ser assim. Como como cristãos, nosso manual de vida e fé é a Bíblia, a sábia, amorosa e poderosa Palavra de Deus, e essa palavra condena as fofocas.

Observemos esses versículos:

“[…] e a boca perversa aborreço” (Provérbios 8.13)

“Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não te porás contra o sangue do teu próximo. Eu sou o Senhor.” (Levítico 19.16)

“Aquele que difama o próximo às escondidas, eu o destruirei […]” (Salmos 101.5).

Deus ainda equipara os que criam contendas, como iguais a homicidas, invejosos, desobedientes, soberbos, conforme Romanos 1.28-32. E mais:

“O que guarda a sua boca e a sua língua,

guarda das angústias a sua alma” (Provérbios 21.23).

“O que guarda a sua boca preserva a sua alma,

mas o que muito abre os lábios, tem perturbação” (Provérbios 13.3).

Muitas vezes nossas conversas não são mentirosas, e chegamos a pensar: “o assunto é verdade, por isso posso conta-lo.” Todavia, falar fofoca com falsos motivos de ser verdade, pode ser mais devastador, do que a própria mentira. Mentira ou verdade, falar de alguém é fofoca, quando o que é dito, não contribui para resolver o problema.

Quando somos ofendidos, ou quando ofendemos alguém, ou quando observamos o pecado de alguém, devemos ir diretamente a essa pessoa, e a nenhuma outra:

“Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só, se te ouvir, ganhastes a teu irmão. Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à Igreja; e, se também não escutar a Igreja, considera-o como um gentio e publicano” (Mateus 18.15-17).

Transmitir fofocas a outros, pode ser ainda mais perigoso, porque a pessoa que ouviu a fofoca, se sentirá amargurado por algum dos envolvidos. No futuro, se o fofoqueiro e a outra pessoa se reconciliarem, elas estarão bem, e o que ouviu a fofoca continuará amargurado em seu espirito. Uma briga causada por um pequeno incidente pode ter consequências maiores na vida de quem não tem nada haver com a história, mas deu ouvido aos mexericos.

Muitas vezes camuflamos a fofoca como “aconselhamento espiritual” ou até mesmo para nos fazermos de vítima. Nada existe de condenável em dar conselhos, é até algo bom e recomendável biblicamente, se realmente se tratar disso. Todavia, na maior parte das vezes, o que procuramos não é a solução do problema, mas somente um ouvinte compassivo para ajudar a defender nosso ponto de vista, o nosso lado da história. Mas, sempre há dois lados. Duas versões.

“Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contenda entre os irmãos” (Provérbios 6:16-19).

Muitos de nós pensamos que somente ouvir não configura nada grave, o errado é espalhar. Mas, observe:

“O malfazejo atenta para o lábio iníquo;

o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna” (Provérbios 17.4).

Em I Samuel 24:9, Davi exorta a Saul: “Porque dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Davi procura fazer-te mal?”

Quando alguém vier contar fofoca para algum de nós, a atitude sábia a ser tomada deveria ser responder educada, mas decididamente: “Desculpe, tenho a impressão que você está contando algo que apenas o seu lado da história, que eu nem deveria ouvir. Você deveria conta-lo ao Senhor e aquele quem se refere, mas a mim não.”

É justamente por darmos ouvidos as fofocas, que muitos males não são cortados pela raiz.

“O mexeriqueiro revela o segredo, portanto,

não te metas com quem muito abre seus lábios” (Provérbios 20.19).

“Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens,

dela darão conta no dia do juízo” (Mateus 12:36).

Em cada palavra que dizemos, tomamos uma decisão. Ou nos decidimos a glorificar a Deus ou a entristecê-lo, rebelando-nos contra sua palavra.

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe,

e sim, unicamente a que for boa para edificação” (Efésios 4:29).

No entanto, não levamos a sério a ordem de Deus para controlar nossa língua. Trata-se, entretanto, de uma das características de um crente maduro.

“Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã” (Tiago 1:26).

Se o crente ouvir fofocas dentro da Igreja, ele deve tomar decisões. Todos temos uma aliança com nossos pastores, nossos líderes e toda a comunidade Cristã e, principalmente, com o Senhor Deus.

Que a nossa língua seja para aliviar o fardo daqueles que estão carregando o peso do mundo. Não vamos tornar a cruz de cada um mais pesada do que já é.

Nossas palavras têm o poder incrível para dar vida ou morte. Podem ser placas sinalizando o caminho para a vida eterna, ou podem encaminhar pessoas direto para o inferno.” (David J. Merkh – Tesouros Escondidos).

Queridos, somente um tolo se cerca à mesa das pessoas que se divertem com os problemas e pecados dos outros. Vamos ter cuidado para nessa mesa, nós não sermos a sobremesa.

“Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno” (Tiago 2.56).

Davvy Lima

Davvy Lima

Prisioneiro de mim mesmo. Pecador treinando no erro. Agradecido pela graça na cruz, tentando viver a simplicidade da vida com Jesus.
Davvy Lima

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