Porque Cristo fez-se homem?

Por que Cristo fez-se homem?

     Ao ler os Evangelhos, bem como o todo das Escrituras Sagradas, muitas pessoas se maravilham e se emocionam com a figura de Cristo. Do mesmo modo, apesar de ficarmos perplexos diante de tamanho amor, graça e misericórdia, costumamos nos interrogar: mas, afinal, porque Cristo fez-se homem? Não seria mais fácil ter sido tão somente Deus?

O Apóstolo João afirmou “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos sua glória, […]cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). A Majestade veio ao mundo dos homens. A Santidade Suprema da existência juntou-se à imundície do mundo, e adentrou nessa dimensão em um corpo humano, limitado e sofrido. Sim, isso soa completamente absurdo.

Todos concordamos que O QUE Deus fez faz sentido com toda lógica do Cristianismo e das Escrituras. O que desalinha os blocos da nossa lógica é O PORQUE Deus fez isso: tornar-se homem.

O Pr. Raimundo Ferreira de Oliveira justifica essa necessidade com 03 maravilhosos argumentos:

a)    “Para tornar-se o sacrifício perfeito para remissão do pecado humano. João chamou Jesus de “… o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1.29). Jesus reconheceu esta Sua missão em Marcos 10.45 como sendo Ele mesmo a realização, o antítipo dos sacrifícios transitórios do Antigo Testamento.”

b)   Para ser o perfeito mediador entre Deus e os homens. […] Sendo Deus, Cristo pode interceder junto ao Pai; sendo homem, pode sentir nossas fraquezas e enfermidades.”

c)    Para vencer a morte. A morte é consequência do pecado (Gn 2.17) para toda a humanidade. Só Cristo passou por esta vida sem pecado; por isso, a morte não exerce domínio sobre o Seu corpo.”

 

O que podemos concluir é que durante milhares de anos, o homem tentou ser inimigo de Deus. Mesmo os mais santos homens por vezes se esqueciam a quem serviam.

“Mesmo após gerações de seu povo lhe ter cuspido no rosto, ele ainda o amava. Após a nação de escolhidos lhe ter tirado a roupa e perfurado seu corpo encarnado, ele ainda morreu por eles. E mesmo hoje, após bilhões terem escolhido prostitui-se diante dos cafetões do poder, da fama e da riqueza, ele ainda os espera” (LUCADO, Max. 2013, p. 34).

 

É, realmente não tem um pingo de lógica nem um traço de racionalidade. No entanto, é essa atitude inexplicável que concede ao Cristianismo a sua maior defesa: somente Deus pode amar assim.

Realmente é um verdadeiro absurdo.

Afinal…

…. o Evangelho é o absurdo do Deus que, de uma tamanha nobreza chegou a tamanha pobreza para partilhar um tamanho tesouro com almas tão ingratas, e a coisa mais absurda que essa tamanha dádiva divina, é a nossa tamanha teimosia e má vontade de receber este tamanho presente.

 

Bibliografia:

  • LUCADO, Max. Deus está aqui. São Paulo: Mundo Cristão, 2013.
  • OLIVERIA, Raimundo Ferreira de. Elementos da Teologia Bíblica: doutrinas da fé, da salvação e do porvir. Campinas: EETAD, 2014.
Davvy Lima

Davvy Lima

Prisioneiro de mim mesmo. Pecador treinando no erro. Agradecido pela graça na cruz, tentando viver a simplicidade da vida com Jesus.
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